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Como bordar um gráfico de foto de cobertura total

Uma peça de ponto de cruz em cânhamo, flores dentro de uma barra escura

Resposta curta

Um gráfico de foto é de cobertura total: cada quadrado do gráfico é um ponto e a cor muda a cada poucos pontos. Três hábitos tornam isso normal em vez de exasperante: quadricular a tela em blocos de dez por dez antes de começar, trabalhar um bloco pequeno de cada vez em vez de uma cor de cada vez, e estacionar a linha na margem do bloco em vez de a arrematar. Nenhum deles é difícil, e juntos são a diferença entre uma peça que avança e uma peça que fica numa gaveta.

O que um gráfico de foto tem de diferente

Um desenho de kit é sobretudo tela vazia com motivos por cima. Um gráfico de foto é o contrário: não há tela à vista em parte alguma, não há contorno por onde guiar-se e não há nenhuma corrida longa e confortável de uma só cor. Os meios-tons aparecem um ou dois de cada vez, espalhados entre os vizinhos — no ofício chamam-lhes confetes, e um retrato é feito quase todo deles.

Isso muda duas coisas. Os erros de contagem já não se denunciam, porque não há vazio com que comparar: um ponto posto um quadrado ao lado continua errado até uma zona inteira se recusar a encaixar. E uma cor que acabaste de enfiar volta quase sempre a ser precisa quatro quadrados adiante, o que faz de arrematar depois de cada troço curto a forma mais lenta possível de trabalhar.

Quadricula a tela antes de começar

Marcar a tela em blocos de dez por dez leva uma hora e poupa muitas mais. O gráfico já vem dividido do mesmo modo pelas linhas mais grossas a cada dez quadrados, por isso os dois coincidem quadrado a quadrado e um erro aparece dentro de um bloco em vez de viajar pela peça toda.

  • Conta fios, não centímetros: cada décimo buraco em Aida, cada vigésimo fio numa tela de fios contados bordada sobre dois.
  • Usa um marcador solúvel em água, ou alinhava com linha de costura. Nunca uma esferográfica nem um lápis.
  • Se usares linha, escolhe uma cor de que nada no gráfico se aproxime, e retira as linhas à medida que vais enchendo cada bloco.
  • Marca primeiro o centro da tela e trabalha para fora, para a quadrícula não fugir.

Trabalhar por blocos, não por cores

Uma cor de cada vez é a maneira certa de bordar um motivo e a errada de bordar uma fotografia: atravessarias a peça inteira por cada tom e passarias o dia a contar. Em vez disso, pega num bloco de dez por dez, enche-o todo com as cores que isso exigir, e só então passa ao seguinte.

Um bloco são cem pontos, ou seja uma noite. E é pequeno o suficiente para um erro ficar lá dentro; além disso os blocos acabados dão-te um ponto de contagem que não é a margem distante da tela.

Estacionar as linhas

Estacionar é a única técnica que torna os confetes suportáveis. Em vez de arrematar uma cor quando os seus pontos neste bloco acabam, deixas a agulha pendurada onde essa cor volta a ser precisa, e voltas a pegá-la quando chegares lá.

  • Borda todos os pontos de uma cor dentro do bloco em que estás.
  • Faz sair a agulha pelo quadrado onde essa cor aparece a seguir e deixa-a lá, solta, do lado direito.
  • Começa a cor seguinte. Repete até o bloco estar cheio e uma dúzia de agulhas pender da sua margem.
  • Passa ao bloco seguinte e vai recolhendo as linhas estacionadas à medida que as alcanças.
  • Oito a doze linhas estacionadas de cada vez é o habitual. Acima disso emaranha-se e é melhor arrematar algumas.

Os confetes e o avesso do trabalho

Deixa os pontos isolados para o fim de cada bloco, quando já estão as cores que os rodeiam. Custa menos situá-los contra pontos do que contra tela vazia, e alguns acabam por ser vizinhos de outro quadrado da mesma cor, o que poupa um começo.

Quanto ao avesso: uma peça de cobertura total não o vai ter limpo, e persegui-lo custa horas por algo que ninguém vê. A regra que importa é não passar uma linha mais de dois ou três quadrados por trás de tela não bordada — num gráfico de foto quase não há, por isso passa livremente dentro de um bloco e começa de novo em vez de atravessar a peça.

Quanto tempo leva

A resposta honesta vai em horas, não em semanas, porque só tu sabes quantas horas tens por semana. O número de pontos está na primeira página do gráfico.

PontosHoras
200020–40
600060–120
10 000100–200
20 000200–400
50 000500–1000

A 50 a 100 pontos por hora, o ritmo em que a cobertura total com linhas estacionadas acaba por assentar. Uma hora por dia faz uma peça de 10 000 pontos em três a sete meses.

Perguntas frequentes

O que são confetes no ponto de cruz?
Pontos isolados de uma cor rodeados de outras cores, em vez de manchas de um mesmo tom. As fotografias produzem muitíssimos, e é por isso que um gráfico de cobertura total avança mais devagar, por ponto, do que um desenho de kit.
O que é o método de estacionar?
Deixar a linha pendurada no quadrado onde a sua cor volta a ser precisa em vez de a arrematar, para não começar e acabar uma linha a cada poucos pontos. Serve para a cobertura total e não faz falta para mais nada.
Tenho de quadricular a tela?
Para um desenho pequeno, não. Para cobertura total é quase indispensável: sem quadrícula, um erro de contagem pode percorrer a peça inteira antes de algo parecer mal.
Quanto tempo leva uma cobertura total?
Entre 50 e 100 pontos por hora para quase todos, por isso uma peça de 10 000 pontos são 100 a 200 horas. O gráfico diz o número de pontos antes da compra.

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Actualizado a 06/10/2026